A injeção química estrutural no solo é um processo técnico que visa o controle da infiltração de água e o reforço da estabilidade do terreno. Esse procedimento é executado com o auxílio de equipamentos específicos de perfuração do solo, que permitem atingir as profundidades necessárias conforme o projeto geotécnico. A entrada no solo é realizada inicialmente com hastes de perfuração, e em seguida, instala-se um tubo com manchete — um tubo especial que possui aberturas em pontos estratégicos, permitindo a aplicação controlada do fluido injetável em diferentes níveis do solo.

Durante o processo, o fluido — geralmente à base de resinas ou outros compostos químicos expansivos — é injetado sob pressão nos pontos desejados, preenchendo os vazios existentes entre as partículas do solo. Esse preenchimento cria uma barreira física que impede o fluxo de água, promovendo a estanquidade do terreno. Além de cessar o fluxo hídrico, a injeção também pode melhorar as características mecânicas do solo, como a coesão e a resistência, contribuindo para sua estabilidade estrutural. Trata-se, portanto, de uma solução altamente eficiente e precisa para o controle de infiltrações, sendo amplamente utilizada em obras de fundações, túneis, barragens e outras estruturas sujeitas à pressão da água subterrânea.

Características da injeção química de poliuretano estrutural:

  • Baixa viscosidade, base poliuretano
  • Rápida reação
  • Altas resistências à compressão e à tração
  • Formação de espuma limitada quando misturada com água
  • Boa aderência em superfícies úmidas