A Indústria de Fundição de Peças e Motores, em Joinville – SC, é uma referência em seu setor e a estabilidade de sua infraestrutura é diretamente proporcional à sua capacidade produtiva. O desafio estrutural em questão ocorreu na área crítica da Macharia de Blocos, sob as Estufas Contínuas — equipamentos que exigem estabilidade absoluta e cujo shutdown é logístico e financeiramente custoso.
O problema diagnosticado pela engenharia era o recalque diferencial do piso e da fundação. A vibração constante do maquinário, típica do processo de fundição, provocou o adensamento irregular e a perda de suporte do subsolo. Essa patologia gerou desníveis estruturais, comprometendo a segurança e a eficiência da operação.
O Desafio Estratégico: Estabilização Sem Parar

Diante da gravidade, precisava de um reforço de fundação imediato. O grande dilema logístico era a execução em área fabril ativa. O método convencional de demolição, escavação e nova concretagem foi descartado, pois resultaria em longas semanas de paralisação. A solução eleita, portanto, foi o Sistema de Microestanqueamento da Somase, escolhido por sua capacidade de oferecer alta precisão técnica e mínima interferência operacional.
A Solução Técnica: Estacas Químicas e Precisão Geotécnica

A intervenção da Somase consistiu na criação de estacas químicas rígidas no subsolo, utilizando a injeção de poliuretano geotécnico de alta densidade. O objetivo é transferir a carga das estruturas afetadas — as Estufas E00027, E0006 e E0007 — para camadas de solo mais estáveis.
O material utilizado foi a resina PARAMET PG 3154, um poliuretano bicomponente geotécnico de alto desempenho. A profundidade do alcance estrutural efetivo foi definida em 6 metros, garantindo que o reforço atingisse camadas firmes. O projeto foi detalhado com uma malha de injeção otimizada, com espaçamento de 1.5 metros entre os pontos, e o consumo médio de resina foi de aproximadamente 60 kg por estaca. Para garantir a aplicação controlada, a equipe utilizou bombas de alta vazão e pressão, como a Gamma G-50 e a Graco Reactor 3 EXP2.

A execução seguiu um protocolo rigoroso de seis etapas: Demarcação dos Pontos, Perfuração do Piso em malha pré-definida, Instalação de Tubos Galvanizados, Injeção de Resinas sob monitoramento, Calafetação dos Furos e Limpeza Final da área.
Logística de Execução e o Retorno sobre o Investimento
O projeto foi dividido em fases para se alinhar às janelas técnicas programadas. A 1ª Etapa, realizada entre 26 de dezembro de 2024 e 02 de janeiro de 2025 na Estufa E00027, serviu como etapa piloto para a validação do método. A 2ª Etapa, focada nas Estufas E0006 e E0007, está programada para ocorrer entre 28 de setembro e 10 de outubro de 2025, replicando o sucesso com eficiência ampliada.
Embora o investimento global no projeto totalize R$ 850.000, o valor foi rapidamente justificado pelo retorno sobre a produtividade. O investimento garantiu a estabilidade estrutural imediata e eliminou o risco de paralisação da Macharia, um custo logístico e financeiro que seria insustentável para a empresa.
O sucesso da solução foi medido em benefícios tangíveis: a intervenção foi limpa, com baixa geração de resíduos e poeira; a execução foi rápida, permitindo a liberação imediata após a injeção; e, por ser uma técnica não invasiva, houve preservação total da estrutura existente, confirmando o retorno operacional garantido.
Conclusão
O case Indústria de Fundição de Peças e Motores | Joinville – SC demonstra que o reforço de fundação pode ser feito sem sacrificar a produtividade. Ao optar pela tecnologia de Microestanqueamento da Somase, a Tupy resolveu uma patologia estrutural crítica com alta precisão e velocidade, consolidando a solução como a escolha estratégica para a indústria pesada que opera 24 horas por dia.





